Dicas do Lorenzo de mochilão pelo Chile

13 dias. Esse foi o tempo, absolutamente satisfatório, para conhecer a capital chilena Santiago, a região do deserto do Atacama, e as litorâneas Viña del Mar e Valparaiso. Com a mentalidade mochileira de gastar o menos possível e a disposição de andar muito, minha viagem pode ser descrita da seguinte forma:

 

SANTIAGO

 

A meta foi ficar cerca de 4 dias considerados “cheios” na cidade (acordar e dormir em Santiago), para poder fazer todos os passeios que tinha interesse. O local escolhido para a estadia foi o hostel Aji, localizado no bairro Providencia. O aconchego, café da manhã e jantar inclusos, além da proximidade ao metro Salvador me fazem conceituar como muito bom lugar para hospedagem!

No que diz respeito a passeios começo listando os ditos culturais. O Museu de História Natural do Chile, o mais antigo dos visitados, tem mais de um século de existência, e muito a contar. Muito interessante para conhecer a história dos povos que deram origem a toda a população chilena (somado ao museu de arte pré colombina dá para se ter uma visão completa), o meio ambiente e clima das regiões do pais. Vale muito o passeio se for do interesse!

Bem próximo a este está o Museu da Memória, este sim tendo o meu destaque. Muito completo, mostra todo o contexto histórico que levou à ditadura e toda a trajetória política e de resistência da população, além de diversas formas terríveis de tortura usadas no período. Demanda um tempo dentro, mas realmente vale a pena.

 

Outro museu visitado foi o de Arte pré Colombina. Muito bom, mostra de forma detalhada os povos originários dos chilenos. O acervo é completíssimo e muito bonito, com diversos apetrechos utilizados por estas antigas etnias, como vasos, roupas, panos e totens.

 

Também no centro o museu de la Moneda conta com uma exposição interessante sobre a cultura árabe. O museu de Arte Contemporânea estava fechado para obras, mas aparentou ter uma bela coleção.

Já falando da cidade propriamente dita e de suas belezas urbanas e naturais, começo pelo centro. A histórica Praça de Armas foi o local de fundação da cidade em 1541e conta com a catedral metropolitana, o prédio dos correios e um dinâmico clube de xadrez!

Próximo a ela está o Mercado Central. Local de venda de frutos do mar, alguns restaurantes te dão a tentação de sentar e degustar um bom pescado. O famoso caranguejo gigante é bem caro, mas se degustado em duas pessoas imagino que valha a refeição. O camarão, no meu caso, ficou de ótimo tamanho além de ser muito gostoso.

No centro está o palácio de la Moneda, palácio do governo chileno, bonito esteticamente. Interessante acompanhar a clássica troca de guarda se tiver sorte de pegar uma. Os arredores estão cercados de bancos e casas de câmbio, bem mais baratas para trocar reais por pesos do que no aeroporto ou em shoppings.

Ao lado desta região está o cerro Santa Lucia, um pequeno monte bem fácil de chegar ao topo, mesmo sendo íngreme. Conta com escadas e corrimãos que auxiliam na subida. Do alto da para se ter um visual bacana do centro.

Para o ultimo dia deixei o passeio ao Cerro San Cristobal. Duas são as opções de subida: um funicular de cerca de 15 minutos de trajeto, ou a caminhada de 1 hora com paradas. Escolhi a segunda opção. Uma estrada extremamente agradável que a cada curva faz crescer o visual da cidade. La do alto a visão da cidade é muito grande, sendo este o ponto mais alto da capital. O que de fato me ocorreu foi uma aflição de ver a poluição da cidade, uma cortina de nevoa cinza que fica concentrada devido a cordilheira que cerca Santiago, não deixando escoar o ar poluído.

 

Se você tem um espirito boleiro forte como eu, fica a dica de conhecer tanto o estádio Monumental do Colo-Colo, quanto o estádio Nacional de Santiago. O primeiro tem fácil visita as dependências, como museu, vestiário e arquibancada, basta ficar atento ao horário de visitação que é restrito a apenas dois tours por dia. Já o estádio Nacional (no qual o Brasil foi campeão mundial de 1962) não tem museu e a visita fica limitada apenas a arquibancada. Nada que não valha a visita também.

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